ARAC
02 Julho 2020 | 07:20
Notícias
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Matrículas de fim de ano das concessionárias inflacionam 20% dos carros vendidos
Observador


O mercado automóvel voltou a travar. Os portugueses compraram 19 533 carros e camiões em novembro, menos 1,3% do que no mesmo mês do ano passado. A culpa foi da forte quebra do comércio de veículos de mercadorias, que anulou a subida da venda de automóveis ligeiros de passageiros. A retração do mercado só não é mais expressiva por causa das matrículas de última hora das próprias concessionárias, garante a associação de retalho automóvel Anecra. “No final do ano, para as marcas cumprirem objetivos, são matriculados carros que não são comprados por clientes. Isto representa 20% das vendas mensais de automóveis”, explica Alexandre Ferreira, presidente da Anecra, ao Dinheiro Vivo. A associação de comércio e reparação automóvel teme que, no final do ano, o fenómeno “volte a repetir-se. 80% das matrículas são feitas nos últimos três ou quatro dias do ano. Só que ficar bem na fotografia tem custos para as marcas”.
Contas feitas, no último mês, as vendas de carros ligeiros de passageiros acabaram por crescer 5,8%, totalizando 16 400 matrículas, segundo os dados divulgados pela ACAP – Associação Automóvel de Portugal. A Renault liderou a tabela, com 2046 registos, seguida da Peugeot (1920 unidades) e da BMW (1318 matrículas). Mas no conjunto dos primeiros 11 meses do ano, no entanto, os portugueses compraram menos automóveis ligeiros de passageiros. Foram registadas 206 073 unidades, menos 2,9% face a 2018. No total anual, Renault, Peugeot e Mercedes ocupam os três primeiros lugares. O mercado de ligeiros de mercadorias encolheu 24,8% em novembro, somando 2842 unidades. Desde o início do ano, contudo, a quebra é menos expressiva: menos 3,8%, para 33 915 unidades. Por causa da redução de compras de automóveis de mercadorias, o mercado de ligeiros registou uma quebra de 0,2% no último mês. As vendas de pesados tiveram uma descida mais acentuada em novembro: menos 43,3%, para apenas 291 unidades. Desde o início do ano, venderam-se 5142 veículos pesados, menos 0,9% face ao período homólogo de 2018. Novembro foi também o pior mês do ano para os automóveis totalmente elétricos: venderam-se somente 362 unidades. A Nissan liderou a tabela, com 76 unidades; a Jaguar ficou em segundo, com 58 matrículas; a Tesla ficou apenas em terceiro lugares, com 56 registos. No segmento de luxo, apenas a Ferrari registou vendas em novembro: houve três matrículas desta marca, mais duas do que no mesmo mês do ano passado. Bentley, Lamborghini, Maserati e Aston Martin não venderam qualquer automóvel.


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