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11 Abril 2021 | 19:41
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Receitas geradas no turismo duplicaram depois da troika
Dinheiro Vivo


O turismo foi um dos principais motores da recuperação económica do país, assim como os setores do imobiliário e construção, e da indústria, com destaque para o do ramo automóvel, pelo seu peso nas exportações, nestes dez anos após o pedido de assistência internacional que o governo de José Sócrates formalizou a 6 de abril de 2011.

As receitas do turismo mais do que duplicaram, passando de 8,1 mil milhões de euros, nesse ano - em que o défice atingiu os 7,7% do Produto Interno Bruto, quando o limite era 3% -, para 18,4 mil milhões, em 2019. Os turistas foram chegando e encheram ruas, praias, hotéis. Aquando da entrada da troika no país, os estabelecimentos hoteleiros contabilizavam 14 milhões de hóspedes, valor que subiu para mais de 29 milhões no ano que antecedeu a chegada da pandemia.

A evolução do setor imobiliário, muito ligada ao crescimento do turismo, foi também propulsora da reanimação da economia, arrastando consigo um vasto conjunto de atividades produtivas. No ano em que o grupo constituído pelo Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu, que passou a ser conhecido por troika, aterrou em Lisboa, a venda de casas totalizou 10,4 mil milhões de euros (com um pouco mais de 93 mil imóveis transacionados). Mas, em 2019, o volume de transações atingia valores recorde de 25,6 mil milhões para 181 mil casas compradas. Foi o ano em que Portugal registou pela primeira vez na sua história democrática um excedente nas contas públicas, de 0,1 do PIB.

De uma forma inesperada, chegou a pandemia e instalou-se uma nova crise no país, com empresas como as de turismo e as de cerne exportador a serem penalizadas. Em 2020, o défice voltou a disparar para 5,7%. Para este ano, as previsões também são pouco animadoras.

Para Luís Lima, líder da associação das imobiliárias (APEMIP), a evolução do setor a partir de 2013 foi "surpreendente" e, numa primeira fase, muito alavancada nos programas de captação de investimento como os regimes dos Residentes Não Habituais e dos vistos gold, que colocaram o país na rota do investimento imobiliário internacional.

A recuperação pós troika confirmou-se nos anos seguintes com as dinâmicas da reabilitação urbana e do turismo residencial, mas também com a retoma do mercado interno, impulsionada pelos baixos spreads, lembra. Agora, sublinha, avizinha-se um período de desafios, com alguma quebra da procura devido à covid e pelo seu impacto no emprego e nas finanças das famílias, a que acrescem os resultados que o fim das moratórias de crédito poderá ter.

A indústria automóvel também foi um dos motores da recuperação da economiadepois da "saída limpa" da troika, seja na montagem de automóveis como na produção de peças para veículos.

Em 2010, tinham sido fabricadas 158 723 unidades na Autoeuropa, na Stellantis Mangualde (ex-PSA Mangualde) e também na fábrica de camiões da Fuso, no Tramagal. O recorde de produção chegou em 2019, com 345 688 veículos, o que colocou Portugal na primeira divisão dos países fabricantes de veículos. Em 2020, a montagem de carros caiu para 264 236 unidades - ainda assim, o terceiro registo mais alto de sempre.

"Os números dos últimos anos mostram que a indústria automóvel manteve o peso nas exportações e a capacidade de atrair investimento estrangeiro", nota Hélder Pedro, da Associação Automóvel de Portugal (ACAP). Em 2011, reuniu-se duas vezes com a troika, que queria conhecer melhor esta indústria.
Portugal também tornou-se num "país mais competitivo" na produção de peças para carros, salienta Adão Ferreira, da Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA). Entre 2010 e 2019, o volume de negócios praticamente duplicou, de 6,7 para 11,9 mil milhões, outro recorde.

Apesar dos máximos dos últimos anos, a indústria automóvel "está muito desapontada com a falta de ajuda do Estado no período de pandemia e a falta de referências no Plano de Recuperação e Resiliência", lamenta o dirigente da ACAP.

Isto leva Hélder Pedro a deixar um alerta: "Até 2030, podemos ficar sem indústria automóvel se não forem criadas as condições necessárias. O governo tem de fazer mais do que visitas às fábricas. Os negócios dependem de um bom ambiente empresarial. Atualmente, não há medidas em Portugal que são vistas noutros países europeus."






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