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11 Abril 2021 | 20:44
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AHETA: “O ALGARVE PRECISA, URGENTEMENTE, DE UM PLANO ESPECÍFICO DE EMERGÊNCIA PARA RECUPERAR O TURISMO”
AMBITUR


A Ambitur está a ouvir as várias associações do setor do turismo no sentido de saber de que forma os seus associados têm estado a reagir à atual crise e como poderão retomar nos próximos tempos.

Elidérico Viegas, presidente da AHETA – Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, não deixa de admitir que a atuação do Governo, numa primeira fase, foi boa, tendo tomado as medidas que a situação exigia e que pressupunham que a crise estaria resolvida ao fim de três meses (junho de 2020). Ora tal não aconteceu e a situação ainda se agravou “muito mais”.

Por isso, o dirigente associativo não hesita em afirmar que “oGovernonão tem sabido estar à altura dos problemas que afetam especificamente o turismo, o Algarve e as empresas do setor, tomando medidas avulso, contraditórias e a conta-gotas”. Isto porque não só não optou por dar continuidade às medidas que tinha tomado anteriormente, como além disso “considerou que a economia já se encontrava na fase de retoma, optando por medidas desajustadas, ineficazes e insuficientes para responder às necessidades empresariais em geral, e da atividade turística em particular”. Elidérico Viegas acusou ainda que “a maior e mais importante região turística portuguesa foi deixada ao abandono, reduzida à insignificância do seu peso eleitoral e político, ignorada e sem direito a fundos comunitários e, por conseguinte, sem meios financeiros suficientes para esbater os efeitos negativos causados pela enorme crise instalada”.

O representante da AHETA admite que o agudizar da crise pandémica agravou a situação económica e social do Algarve, descapitalizando as empresas que operam na região e deixando-as “à beira de um precipício económico sem precedentes”, com o desemprego a atingir níveis “impensáveis e nunca experimentados anteriormente”. Quanto à sua sobrevivência, dependerá, fundamentalmente, das condições fiscais e financeiras criadas pelo Governo, com vista a manter os níveis competitivos na fase de retoma e evitar o colapso empresarial do setor do turismo no Algarve e no país.

“A retoma progressiva, anunciada pelo Governo, não passa de uma miragem que só agrava ainda mais a situação e o interesse público regional e nacional”, sublinha Elidérico Viegas. E defende que “o Algarve precisa, urgentemente, de um Plano Específico de Emergência para Recuperar o Turismo, tal como foi prometido na Assembleia da República pelo ministro da Economia e reiterado pelo Primeiro-Ministro”.

A AHETA acredita que em 2021, a procura turística se resumirá ao mercado interno nos meses de julho, agosto e parte de setembro, e a procura externa será residual. Isto porque sem o problema sanitário estar resolvido, não será possível restabelecer os fluxos turísticos, sobretudo aqueles que provêm do Reino Unido, historicamente o maior mercado emissor de turistas para a região e para o país.

Quanto aos chamados “Certificados Verdes Europeus”, o dirigente lembra que só estarão disponíveis no final do verão e que a vacinação em massa só deverá acontecer no final do mês de setembro e, por essa via, a designada imunidade de grupo, “sem a qual não vai ser possível incutir confiança nos mercados emissores”.

Mas Elidérico Viegas aponta que, neste momento, “o Governo não tem nenhuma estratégia conhecida para recuperar a atividade turística nacional e regional. Medidas desgarradas, aqui e ali, ao sabor dos acontecimentos, não constituem uma estratégia”. E defende que importa “adotar medidas destinadas a recuperar a imagem e a confiança dos mercados externos no nosso País, incluindo ações de comunicação, promoção e divulgação internacionais, desenvolvidas em parceria com o setor privado”. Conclui afirmando que, “nos próximos anos, investimentos promocionais sem uma vertente comercial associada, são uma espécie de passaporte para lado nenhum”.

Para responder com eficácia aos desafios competitivos na fase de retoma, o responsável da AHETA recorda que “precisamos de empresas hoteleiras e turísticas saudáveis, competentes e sólidas. Empresas débeis e frágeis não serão competitivas, tanto mais que o turismo é o setor económico mais globalizado em todo o mundo e, por conseguinte, também o mais competitivo”. E lembra que sem apoios consistentes, a recuperação económica do turismo e do Algarve “estão comprometidos”.

Por isso mesmo, a AHETA defende que o Governo adote uma série de medidas e apoios, nomeadamente:

• Medidas de apoio ao emprego, através da institucionalização do lay-off simplificado e ações de formação contínua de ativos nas empresas, tendo em vista a requalificação dos recursos humanos e, por essa via, o aumento da capacidade competitiva, através da melhoria da produtividade e qualidade dos serviços prestados;
• Reforço financeiro das linhas de crédito existentes, na medida em que algumas se encontram esgotadas;
• Prorrogação do prazo das moratórias fiscais e financeiras;
• Aprovar medidas de apoio financeiro à comercialização e vendas das empresas exportadoras, designadamente do turismo;
• Maior eficácia na gestão atempada das medidas aprovadas, visando a redução da burocracia existente;
• Apoios financeiros para a recapitalização de empresas, através de subvenções a fundo perdido, quer para o reforço da tesouraria, quer para transformar dívida em capital social;
• Isenções fiscais temporárias, etc.

Elidérico Viegas tem consciência de que “a retoma será gradual, progressiva e muito demorada”, devendo ocorrer apenas a partir da Páscoa de 2022. Já arecuperaçãoplena da atividade turística, para os níveis de 2019, só acontecerá dentro de quatro a cinco anos, estima. E explica: “O posicionamento competitivo de Portugal nos mercados internacionais foi seriamente abalado pelos efeitos negativos da pandemia, nomeadamente durante a última vaga”. O que leva a que as perspetivas para 2021 sejam similares aos resultados de 2020, sustentados sobretudo na procura interna até porque, lembra, de acordo com estudos internacionais, mais de 50% dos turistas europeus consideram que fazer férias no exterior não constitui, este ano, uma prioridade.



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