ARAC
28 Novembro 2020 | 02:57
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Seguros dos carros vão baixar por causa da pandemia
JORNAL DE NEGÓCIOS


A pandemia ditou uma queda da sinistralidade na estrada. Isto num período em que a covid-19 obrigou a um confinamento geral e a que muitos portugueses ficassem em casa em teletrabalho. Esta descida pode, segundo declarou José Galamba de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS), em entrevista ao Negócios, resultar numa revisão em baixa dos prémios dos seguros automóvel, tanto dos atuais como do próximo ano.

No ramo automóvel, “houve uma redução da sinistralidade nos primeiros meses, em especial nos meses de confinamento, até ao final de maio”, afirma José Galamba de Oliveira. De acordo com dados da APS, os custos das seguradoras com sinistros do ramo automóvel somaram 863,5 milhões de euros até final de setembro, o que representa uma descida de 7,9% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Houve entretanto uma recuperação, diz o responsável, notando que se “atingiu uma normalidade nessa temática”. O líder da APS acredita que Portugal deverá passar por um fenómeno semelhante ao de outros países que saíram do confinamento e onde as pessoas começaram a utilizar mais o carro e a evitar os transportes públicos. Isto levou a um aumento da sinistralidade. “Temos depois um segundo fenómeno, que é termos custos de reparação mais caros”, diz, explicando que as reparações “levaram mais tempo por causa dos efeitos da paragem”. As peças demoraram mais tempo a chegar e os clientes estiveram mais tempo com os carros de substituição cobertos pelos seguros, explica ao Negócios.

Ainda assim, refere José Galamba de Oliveira, houve seguradoras que, após uma análise da sua carteira, “já anunciaram iniciativas para, na renovação da anuidade, aumentarem a bonificação”. Isso “significa um prémio mais baixo para a frente”, afirma José Galamba de Oliveira, notando que há outros casos em que as companhias estão a anunciar que vão “devolver já uma parte do prémio deste ano”. Portanto, “essa preocupação está muito presente nas companhias de seguros”.

“Não há aqui nenhuma estratégia concertada”, garante, afirmando que em causa está o facto de “cada companhia [estar] a analisar a sua carteira e a perceber as consequências do confinamento e o impacto que teve na sua carteira e a chegar à conclusão de que há uma parte disso que de facto pode ser devolvida aos tomadores de seguros”. E isto resultará, na prática, numa redução dos prémios. “Ou dos prémios atuais – há companhias a devolver ‘cash’, portanto, a fazer um crédito – ou então na prestação futura do próximo ano”.

Os números mais recentes do regulador dos seguros, a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, mostram que, entre 13 de maio e 31 de agosto, as seguradoras renegociaram o pagamento dos prémios de 3,2 milhões de contratos, sobretudo no ramo automóvel. Além disso, os dados da entidade liderada por Margarida Corrêa de Aguiar revelaram que em perto de quatro milhões de apólices – sendo a maioria referente a seguros automóvel (2,3 milhões) e de incêndio e outros danos (1,3 milhões) – a validade das coberturas obrigatórias foi prolongada em 60 dias.

A moratória nos prémios dos seguros foi uma das medidas adotadas pelo Governo de António Costa, no início de maio, para apoiar as famílias e empresas mais penalizadas pela pandemia de covid-19, tendo a solução sido prolongada até 31 de março do próximo ano.

Peritagens à distânciaA digitalização do setor segurador acelerou com a pandemia, num período em que os clientes recorreram mais aos canais digitais. Esta aposta em tecnologia ganhou força, por exemplo, na área automóvel onde, diz José Galamba de Oliveira, presidente da APS, “estamos a fazer muito mais peritagens remotas”. Isto permite que “o perito não tenha de ir ver o pequeno toque que alguém deu”, sendo a análise feita à distância com câmaras e, em alguns casos, recorrendo à inteligência artificial. “Penso que é uma situação que veio para ficar”, refere, notando que “há uma tendência de utilizar a tecnologia” para “sermos mais eficazes”. Por exemplo, no caso da Ageas Portugal, é enviada uma mensagem aos clientes com um “link”. A partir daí poderão fazer a peritagem com o acompanhamento telefónico do perito.

7,9%
SINISTRALIDADE
Os custos das seguradoras com sinistros do ramo automóvel recuaram 7,9% para 863,5 milhões de euros até setembro.



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