ARAC
28 Novembro 2020 | 01:57
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LUÍS ARAÚJO ACREDITA QUE O FUTURO DO TURISMO PASSA, ESSENCIALMENTE, PELA SUSTENTABILIDADE
AMBITUR


Os tempos não são de todo fáceis para o turismo. Mas é precisamente nestas alturas que deve ser preparado o futuro. Futuro esse que deve ser ainda mais resistente, mais resiliente e com maior responsabilidade.

As declarações são feitas por Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, no painel “Superideias para um mundo mais sustentável”, promovido noPlanetiers World Gathering.

De acordo com o responsável, o Turismo de Portugal está comprometido, entre muitas outras coisas, em “fazer comque as 90 mil empresas que trabalham no setor se preparem precisamente para esse futuro”.

Responsabilidade, resiliência e regeneração estão entre as palavras que mais se tem falado no que ao futuro diz respeito. E a questão que se coloca é: “Como é que uma atividade pode ser regenerativa para o país?” Luís Araújo não tem dúvidas de que “o setor pode ser tudo isso”, quer seja através de “princípios de educação”, quer seja através da “formação ou qualificação dos recursos humanos”, acreditando que a “única forma de avançarmos” e de “sermos sustentáveis”, enquanto “destino turístico”, passa precisamente pela “aposta na sustentabilidade”, pela “proteção do Planeta” e pelo “bem-estar das pessoas” que vivem no território. É nestas matérias que o Turismo de Portugal tem trabalhado afincadamente, afirma o responsável, anunciando que o “plano específico para a sustentabilidade do setor” é a prova daquilo que são as prioridades da entidade: “Acreditamos que é com esta discussão que conseguimos ter novas ideias e novas soluções”.

INTERCÂMBIO DE OPINIÕES

Um dos temas que, para o Turismo de Portugal, tem grande relevância é “utilização da tecnologia” em prol da sustentabilidade do setor: “Não só a tecnologia numa questão de eficiência das nossas empresas ou daquilo que fazem e como é que são mais sustentáveis mas, fundamentalmente, a nível da gestão de dados e de termos o máximo de informação através dessa tecnologia e assim gerirmos melhor os nossos destinos”, neste caso o destino Portugal.

Para além da responsabilidade das empresas, dos empresários ou dos 40 mil colaboradores do setor que existem em Portugal, na questão da sustentabilidade há algo que também não pode ficar esquecido, nem posto de parte. E embora pareça demasiado “óbvio” para todos, o presidente do Turismo de Portugal lembra que a sustentabilidade começa com cada um, enquanto consumidor: “Acho que não estamos a fazer o suficiente”. Luís Araújo dá como exemplo, o facto de, no dia-a-dia, o ser humano se deparar com situações como a “rega excessiva nos jardins” ou a “utilização de garrafas de plástico” nas empresas e que, muitas vezes, não “exige”, quer do lado das empresas, quer do lado do setor público, que tais situações se alterem a futuro. No Turismo de Portugal, “acreditamos que é precisamente esta questão da exigência de um lado, e da resposta do outro, que tem de estar presente no futuro”. E para que tal seja feito, é preciso, segundo o responsável, um maior “intercâmbio de opiniões” e uma maior “exigência de um lado e do outro”.

ESTA É A ÚLTIMA ALTURA PARA FAZERMOS RESET

A pandemia que o mundo vive é motivo para Luís Araújo evidenciar que aos três “R´s” – responsabilidade, resiliência e regeneração – se deva agora acrescentar um quarto “R”: o Reset. “Esta é a última altura para fazermos reset de muitas das nossas informações e dos nossos indicadores”. Por isso mesmo, e com base nesta realidade, o responsável lembra que o Turismo de Portugal é um “organismo piloto da administração pública para o papel zero”. E, precisamente, “há três anos que monitorizamos diariamente o consumo de papel de cada colaborador e de cada departamento”, refere, dando conta de que, os níveis de decréscimo do papel são notórios. E este ano, devido à Covid-19, o “consumo de papel no Turismo de Portugal traduziu-se numa redução de 80%”, destaca o responsável. Se os números de 2019 já não vão ser uma realidade em 2020, bem como as receitas, Luís Araújo diz que o consumo de papel também não pode voltar aos mesmo números. Esta é assim uma “oportunidade única” para se manter tal comportamento, mesmo tendo sido derivado da Covid-19. E o mesmo serve para o conjunto de outros temas como, por exemplo, a “forma como compramos ou como consumimos” refere. “Claramente é este oresetque temos que voltar a fazer”, tendo em conta que “em 2021 temos que partir de uma base que pode ser muito positiva” para o setor: “Se conseguirmos que os 10 milhões de consumidores ou os 27 milhões de turistas que visitam Portugal exijam do nosso lado (mudanças), claramente que vamos ter um destino muito mais sustentável”, remata.



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