ARAC
31 Outubro 2020 | 16:21
Notícias
2020-10-30Governo admite restrições para mais municípios, recolher obrigatório e reforço do teletrabalho
O ministro da Economia afasta a ideia de um confinamento generalizado, mas explica que o Governo está a preparar o alargamento das restrições a mais municípios, ou seja, os que tenham mais casos por 100 mil habitantes. Recolher obrigatório, novas restrições aos horários do comércio e dos restaurantes e alargamento do teletrabalho também estão a ser ponderados.+
2020-10-30Seguros dos carros vão baixar por causa da pandemia
José Galamba de Oliveira, presidente da APS, diz que há seguradoras que estão, na renovação da anuidade, a aumentar a bonificação e, dessa forma, a reduzir o prémio futuro. Há outros casos em que vão devolver já uma parte dos prémios deste ano.+
2020-10-30“OS GOVERNOS TÊM DE SE RESPONSABILIZAR PELA RECUPERAÇÃO DO TURISMO INVESTINDO EM TECNOLOGIA”
A Silicon Valley Web Conference (SVWC), promovida pela StartSe e co-organizada pela Nova SBE+

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RITA MARQUES: “NÃO TEMOS ALTERNATIVA A NÃO SER PROCURAR O MELHOR TURISTA”
AMBITUR


Rita Marques, secretária de Estado do Turismo (SET), admite que o restart da atividade turística apenas se fará sentir após o segundo trimestre de 2021 e que, até lá, o turismo português terá de “procurar o melhor turista”, com poder de compra. Novas tendências acentuaram-se e o “turismo no interior ganha um novo fôlego”.

A SET defende que “temos de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance no sentido de ir buscar o melhor turista” para Portugal, como aliás o setor já estava a fazer: “Mais do que um número queríamos a receita turística e, portanto, estávamos a diversificar os mercados emissores”, como é o caso dos EUA e Brasil, que “estavam a ter crescimentos absolutamente extraordinários”, a dois dígitos, o ano passado. “Justamente porque estes mercados trazem um turista que quer ter uma experiência de qualidade e com outro poder de compra”, explica Rita Marques.

O setor já tinha, assim, identificado a “oportunidade” de “ir buscar um turista com poder de compra, que procure uma experiência de qualidade, que privilegie uma oferta turística sustentável e que seja umrepeat costumer”, descreve. Segundo a responsável, “não temos alternativa” e “é este o caminho a seguir” para sair da crise.

Outra aposta do turismo serão osmillennialsque, no entender de Rita Marques, revelam “uma grande sensibilidade para questões de solidariedade”, as quais a pandemia veio evidenciar e o setor respondeu hospedando profissionais de saúde, e que procuram um “turismo mais sustentável, inteligente e solidário”. Tendências acentuadas pela Covid-19 foram também as “férias dispersas ao longo do ano e com uma duração mais curta ou próximas de casa”.

“A expectativa de trabalhar o turismo no interior ganha novo fôlego”

Rita Marques refere ainda que o Governo tem vindo a “financiar massivamente o turismo no interior” sendo, aliás, “um dos primeiros países junto da OMT a lançar instrumentos específicos para estruturar a sua oferta turística”. Assim, o país “estava preparado” para receber turistas nos territórios de baixa densidade, garantindo um turismo em todo o território, pelo que também a “expectativa de trabalhar o turismo no interior, este ano, ganha novo fôlego”. A SET é perentória: “Portugal tem sabido, ao longo destes anos, distinguir o que quer para o seu turismo do futuro.”

“O restart do turismo será feito após o segundo trimestre de 2021”

Mas a responsável não descarta que o cenário é preocupante, com o setor turístico a englobar cerca de 132 mil empresas que o Governo procurou ajudar com cerca de 1,4 milhões de euros neste período difícil. Embora admita que tal ajuda “nunca é suficiente”, Rita Marques nota o “esforço extraordinário de todos (empresários, trabalhadores e Estado) no sentido de garantir a preservação dos postos de trabalho e que a capacidade produtiva dessas empresas não se extinga” ao longo da pandemia. Em junho, o Governo adotou uma “perspetiva relativamente otimista” face à época alta que se avizinhava mas que “ficou aquém das nossas expectativas”, apesar do esforço dos portugueses em fazer férias “cá dentro”.

Desta forma, a SET considera que “vamos ter que manter uma postura dinâmica e flexível no sentido de garantir que a nossa competitividade se mantém para o ano de 2021”, estimando que o restart da atividade turística será após o segundo trimestre do próximo ano. “Para pensar no futuro temos de cuidar do presente, e é este sentimento de emergência” que deve ser mantido.



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