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09 Agosto 2020 | 21:11
Notícias
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2020-08-07Salários nas empresas sem lay-off com maior crescimento em cinco anos
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2020-08-07EY: Segunda vaga de covid-19 pode levar taxa de desemprego para os 17,6%
A consultora EY estima que, caso haja uma segunda vaga da pandemia de covid-19 em Portugal, a taxa de desemprego no país possa atingir os 17,6% no final do ano, segundo um estudo hoje divulgado.+

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Pesadelo para nós, milagre para o ambiente? Covid-19 pode ter impactos significativos nas emissões de CO2
Expresso


Devido ao Covid-19, há décadas que não existiam tão poucos aviões no ar e que as emissões não eram tão baixas. O tráfego aéreo mundial caiu 4.3% em fevereiro, mas na China a queda chegou aos 70%. Com a epidemia a centrar-se na Europa e as companhias aéreas quase a parar, a diminuição das emissões deve tornar-se muito mais significativa. Mas também haverá outros tipos de consumo a aumentar esses atrás, ninguém, nem mesmo Greta Thunberg, arriscaria traçar um cenário tão radical: que uma pandemia poderia ser responsável pela maior diminuição das emissões de dióxido de carbono, ao nível mundial, da última década. Ou seja, que uma distopia humanitária se pudesse transformar numa espécie de milagre ecológico.

Com a quebra no consumo do petróleo, o mundo está a emitir menos um milhão de toneladas de dióxido de carbono por dia. E tudo isto devido ao Covid-19. A Agência Internacional de Energia (AIE) divulgou esta semana um relatório que indica que a procura global de petróleo deve contrair-se este ano pela primeira vez desde 2009.

De que a pandemia está a ter impacto no ambiente não há dúvidas. Só na China, local onde o novo coronavírus emergiu, houve, nos últimos meses, uma quebra de 25% nas emissões de CO2 devido às fábricas que encerraram na província de Hubei. Se esta tendência continuar, escrevia o editor de ambiente do “Guardian”, Jonathan Watts, há duas semanas, as emissões mundiais podem cair para valores de 2008/09, antes da crise financeira.

Mesmo a redução drástica das deslocações casa-trabalho e trabalho-casa, um pouco por toda a Europa, não são de descontar na equação. “A ideia de que precisamos de nos deslocar, todos os dias, para um local central para trabalhar pode ser resultado de inércia, mais do que qualquer outra coisa. Confrontados com a necessidade real de nos deslocarmos por via do rato [do computador], em vez do carro, talvez descubramos que os benefícios de flexibilidade laboral se estendem a tudo, desde o consumo de gasolina à necessidade de grandes parques de estacionamento nos escritórios”, disse o ambientalista norte-americano Bill McKibben ao diário britânico.

Todavia, se é verdade que as emissões – ao nível industrial e da aviação – estão a cair a pique, o aumento do consumo energético dos cidadãos que estão de quarentena pesa também na balança das emissões. “Se vens para uma casa fria e tens de a aquecer, isso vai implicar custos que, em média, não vão compensar a poupança de não ter de conduzir para o trabalho”, explicou Christopher Jones, especialista em políticas climáticas da Universidade da Califórnia, à revista “Scientific American”.

Aviação. Novos limites nas emissões de CO2

Uma coincidência: em 2016, as Nações Unidas determinaram que o limite que seria imposto às emissões de carbono em voos internacionais teria como base os valores registados no ano de 2020. A expectativa era de a que as companhias aéreas continuassem a crescer – e emissões de CO2 também, claro – e fosse estabelecido assim um teto; desde 2013, as emissões aumentaram 26%, note-se.

Ora, devido ao Covid-19, quase há décadas que não existiam tão poucos aviões no ar, e as emissões eram tão baixas, nota o “Independent”. O tráfego aéreo mundial caiu 4,3% em fevereiro; na China, o número foi mais radical: 70%.

A pandemia fez cair de forma significativa o volume médio de emissões de CO2. O número de aviões no ar – pelo menos ao nível europeu – é mínimo. “Um possível resultado benéfico do vírus, se conseguirmos ver alguma luz nesta tragédia, é que a linha de base [determinada pela ONU] é 2020 e, neste momento, a aviação é uma espécie de linha-plana”, disse Katherine Kramer, responsável pelas alterações climáticas na associação Christian Aid, no Parlamento britânico, esta quarta-feira.

Ou seja, quando se chegar ao final do ano, se não houver nenhuma mudança no calendário das Nações Unidas, a “linha de base de emissões será muito mais baixa” do que era esperado há quatro anos, explicou. Recorde-se: a aviação é um dos setores que mais contribui para as alterações climáticas: em 2018, voos domésticos e internacionais emitiram cerca de 895 milhões de toneladas de CO2.





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