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04 Março 2021 | 15:03
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Press - Releases

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05-12-2016
O TURISMO EM 2016 – OLHAR A 2017

O ano que agora finda será sem dúvida um ano de referência para o Turismo nacional, sendo já considerado por várias entidades públicas e privadas o melhor ano de sempre do turismo português, o qual já vinha em crescendo desde 2012, após a crise financeira que assolou a Europa e o Mundo em 2008, só eventualmente comparável com os gloriosos anos 60 do século passado (para muitos a década do despertar do Turismo nacional) e os finais dos anos 90 igualmente do século XX.

O Turismo é hoje uma das principais fontes de receita da nossa Economia, sendo sem margem para dúvidas um dos sectores mais importantes para o nosso país (senão mesmo o mais importante – maior sector exportador e maior criador de emprego), também devido ao seu efeito multiplicador noutros sectores da nossa Economia, pois este sector faz mexer e desenvolver várias atividades económicas a montante e a jusante.

É o sector que melhor resistiu á recente crise económica, sendo por isso importante a criação de metas ambiciosas tendo em conta o clima concorrencial a que está sujeito diariamente.

Portugal possui um potencial de crescimento turístico muito grande, pelo que há que aproveitar tal potencial em devido tempo, devendo os vários intervenientes públicos e privados, as quais têm dado provas do seu elevado profissionalismo.

Importa contudo que o crescimento se faça de forma sustentada mantendo os padrões de qualidade a que já habituámos quem nos visita, de forma a que seja criada riqueza e o sucesso não seja efémero.

O Estado e as entidades públicas a ele ligadas devem criar condições para que o setor do Turismo possa continuar o caminho do crescimento (de certa forma retomado em 2013) na senda da criação de riqueza e também refira-se como muito importante a qualificação dos seus recursos humanos, revelando-se por isso urgente a criação e ministração de cursos e acções de formação profissional para quem quer integrar este setor ou já nele trabalha, nomeadamente em sectores onde a formação ministrada pelas escolas públicas é deficiente ou mesmo inexistente (cite-se a titulo de exemplo a inexistência de formação académica ou profissionalizante nas escolas públicas tuteladas pelo Estado ou por organismos públicos a ela ligados no que respeita á atividade de rent-a-car, as quais continuam a ignorar este importante setor da atividade turística ao não integrar qualquer matéria curricular referente a esta atividade nos seus cursos).

Ao nível do território nacional há que atenuar as assimetrias regionais em termos turísticos, devendo para tal ser feito um investimento nas regiões menos desenvolvidas de modo a criar uma oferta turística, pois como é sabido o litoral e o interior do país têm atracções turísticos e mercados emissores para os mesmos ainda não explorados. Estamos convictos de que o Estado e os organismos públicos a ele ligados promoverão esse desenvolvimento.

Com vista á criação do binómio público/privado refira-se a consulta pública da nova estratégia do Turismo para a próxima década (ET 2027), a qual reputamos de grande importância, devendo esta estratégia ser partilhada, reunindo o contributo dos sectores público e privado com vista á criação de um quadro estável para o sector do Turismo durante os próximos anos, importando também para tal entre outras acções revisitarem-se os quadros legislativos das várias atividades que integram o Turismo, de forma a remover procedimentos burocráticos e outros entraves que obstaculizam o desenvolvimento dessas actividades e do Turismo em geral.

Efectivamente o Turismo nacional terá um ano de 2016 “muito bom”, ganhando vários prémios a nível internacional (cite-se os 24 World Travel Awards recentemente atribuídos a Portugal), mas tal só não chega, pois apesar dos indicadores macroeconómicos do Turismo estarem a evoluir de forma positiva, o certo é que tal evolução ainda não se reflecte de forma desejável nas empresas, pois não podemos esquecer que existem de acordo com os dados oficiais disponíveis a situação financeira de muitas empresas do sector turístico é bastante débil. Há que trabalhar na recuperação do tecido empresarial das empresas do sector do turístico, não abrandando o trabalho da promoção externa da fidelização dos mercados já existentes e procura de outros novos, não esquecendo a promoção turística interna.

Quanto a 2017 e tendo em conta os dados disponíveis, será um ano muito similar ao de 2016 registando até um ligeiro crescimento, não devendo no entanto o sector abrandar o trabalho já feito, antes pelo contrário deverá intensificar o trabalho, pois tendo em conta os dados oficiais ainda estamos longe de uma situação de equilíbrio económico/financeiro das empresas.

Em síntese o ano de 2016 foi certamente um bom ano turístico para o nosso país, tal como 2017 se avizinha um bom ano, mas com muito trabalho, determinação, estratégias concretas e profissionalismo.

Lisboa, 5 de Dezembro de 2016

Joaquim Robalo de Almeida

Secretário-Geral

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